CBA recebe comitiva britânica em circuito de bioeconomia organizado pelo IDESAM

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O Centro de Bionegócios da Amazônia (CBA) recebeu a visita de uma comitiva da Embaixada Britânica em Manaus, durante um circuito de bioeconomia promovido pelo Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia (Idesam), a pedido da Embaixada. A iniciativa teve como objetivo apresentar projetos, parcerias e oportunidades ligadas ao fortalecimento da bioeconomia na Amazônia Ocidental e no Amapá.

A comitiva britânica foi formada pelo Conselheiro de Clima, Natureza e Energia, Graham Knight; o coordenador de Clima e Afolu (Agricultura, Florestas e outros Usos do Solo), Felipe Augusto Morales; o diretor Nacional, Felipe Borschevier; o associado sênior de investimentos, Gustavo Palauro; e Carlos Koury, diretor de Inovação em Bioeconomia do Idesam.

Durante a agenda, o coordenador-geral de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais da Suframa, Arthur Lisboa, apresentou o modelo da Zona Franca de Manaus e destacou sua relevância para o desenvolvimento socioeconômico e sustentável da região.

No CBA, os visitantes foram recebidos pela diretoria, que apresentou as iniciativas em andamento no Centro e seu papel como indutor do desenvolvimento de projetos a partir dos recursos da biodiversidade amazônica. O CBA é parceiro do Idesam no Programa Prioritário de Bioeconomia (PPBio), apoiado pela Suframa, que tem potencializado soluções inovadoras, sustentáveis e conectadas às comunidades locais.

A comitiva também conheceu um pouco do trabalho desenvolvido pela Central Analítica, que oferece infraestrutura para análises de alta complexidade, e as potencialidades do banco de microrganismos gerenciado pelo Núcleo de Bioinsumos do CBA, que tem grande relevância para pesquisas e o desenvolvimento de novos produtos bioativos.

O Conselheiro de Clima, Natureza e Energia, Graham Knight, destacou a relevância das iniciativas apresentadas e o potencial de expansão das soluções sustentáveis desenvolvidas na Amazônia.

“Eu gostei muito, primeiro gostei da inovação que vi e, na verdade, gostei da visão que o Centro tem. O diretor-geral apresentou e vejo que o desafio principal é como escalar as iniciativas. Também ouvimos sobre as parcerias que o CBA tem com empresas e startups, e isso é um bom modelo para ampliar o impacto das iniciativas sustentáveis. Um projeto que me chamou bastante atenção foi o de fibras sustentáveis para produção de bioplásticos. Considerando o desafio da poluição plástica, ver isso sendo desenvolvido aqui foi realmente impressionante”, disse.

O projeto citado por Graham refere-se ao cultivo do Curauá, conduzido pelos Núcleos de Tecnologia Vegetal, de Materiais e Energia do CBA. A iniciativa prevê a otimização de processos para produção de fibras de curauá e a estruturação da cadeia produtiva da espécie para a elaboração de protótipos. O Curauá, uma planta da família do abacaxi, destaca-se por sua grande resistência mecânica e possui potencial de aplicação em diversos setores, como plásticos, biocombustíveis, têxtil, construção civil e segurança, entre outros.

O diretor de Inovação em Bioeconomia do Idesam, Carlos Koury, ressaltou a relevância da iniciativa.

“A Amazônia é um elemento carro-chefe, tanto pela conservação de seu ambiente quanto pelo potencial de agregação de valor na sua floresta, ainda pouco explorado. Ver uma preocupação e um compromisso global disposto a aprender melhor a Amazônia é sempre muito positivo. O circuito de bioeconomia que organizamos busca justamente mostrar, do campo até a biotecnologia, as diferentes formas de inclusão socioprodutiva, superação de gargalos tecnológicos e agregação de valor, alinhadas a políticas públicas que favorecem o avanço da bioeconomia na região”, afirmou.

O diretor-geral do CBA, Márcio Miranda, reforçou o papel do Centro como articulador de parcerias estratégicas. “O CBA optou por trabalhar de forma conjunta com as instituições que atuam pela bioeconomia, entendendo que este é o caminho para gerar impacto real e duradouro. Mais do que um conceito, a bioeconomia deve ser vista como um novo vetor de desenvolvimento para a Zona Franca de Manaus, capaz de integrar ciência, inovação e sustentabilidade”, destacou ele.

Texto: Tereza Teófilo – CBA

Fotos: Robervaldo Rocha –

 

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