O Centro de Bionegócios da Amazônia (CBA), em parceria com a Embrapa Agroenergia (DF), Embrapa Amazônia Ocidental (AM) e a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), realizou, no dia 23 de setembro, mais uma edição do INOVAR AMAZÔNIA, evento voltado à promoção da inovação e ao fortalecimento da bioeconomia regional.
Com o tema “Bioinsumos e Bioprodutos”, o encontro reuniu cerca de cem participantes do ecossistema de inovação, entre empreendedores, representantes de ICTs públicas e privadas, investidores, startups e pesquisadores, interessados em transformar o potencial da biodiversidade amazônica em soluções de impacto para o mercado, com foco na geração de negócios sustentáveis e na valorização da floresta em pé.

Durante a programação, os gerentes do CBA, Ingrid Reis (Núcleo de Bioinsumos) e Flávio Freitas (Núcleo de Materiais e Energia), apresentaram iniciativas desenvolvidas pelo Centro nas áreas de aplicação de microrganismos e de biomateriais.
Ingrid destacou as potencialidades dos microrganismos amazônicos no desenvolvimento de bioinsumos para uma agricultura sustentável, ressaltando as linhas em que o CBA vem avançando, como a de biofertilizantes e biodefensivos. Ela enfatizou ainda o impacto dessas soluções, capazes de aumentar a produtividade no campo e reduzir o uso de químicos, trazendo mais sustentabilidade para a agricultura da região.

Flávio Freitas apresentou iniciativas no âmbito dos biocombustíveis usando resíduos agro e oleaginosas, bioplásticos à base de amido, desenvolvimento de biochars a partir de resíduos amazônicos visando a melhoria do solo, entre outras iniciativas de transformação dos resíduos em soluções sustentáveis
Os participantes também tiveram acesso a soluções inovadoras da Embrapa Agroenergia e da Embrapa Amazônia Ocidental, voltadas para agroindústrias e empresas de base tecnológica (deeptechs), que destacaram oportunidades de aplicação prática da ciência em processos produtivos.
Um dos pontos centrais do evento foi a apresentação de mecanismos de incentivo ao investimento em inovação, como os benefícios da Lei de Informática da Zona Franca de Manaus e os recursos não reembolsáveis oferecidos pela Embrapii – Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial. Essas ferramentas ampliam a capacidade das empresas de investir em projetos de desenvolvimento tecnológico, reduzindo riscos e acelerando a chegada de novos produtos ao mercado.
Case de sucesso e startups em destaque
A programação contou ainda com a apresentação de um case de sucesso da empresa ERTBIO, que compartilhou sua trajetória no setor de bioinsumos, evidenciando o potencial de crescimento e aplicação das soluções desenvolvidas na Amazônia.
O evento também abriu espaço para o pitch de startups locais, entre elas: Bioamazon, Dr. Guaraná, Amazonzyme e Biofábrica Ananás, que apresentaram propostas inovadoras em bioinsumos e bioprodutos, reforçando o ambiente de inovação e empreendedorismo presente na região.



Na quarta-feira (24), a programação seguiu com uma visita dos representantes da Embrapa Agroenergia aos Núcleos de Operação do CBA e ao IPT Amazônia, proporcionando um momento de imersão nas pesquisas e nas estruturas laboratoriais que apoiam o desenvolvimento de soluções tecnológicas para a bioeconomia amazônica.
De acordo com Juliana Evangelista, chefe de Transferência de Tecnologia da Embrapa Agroenergia, o INOVAR AMAZÔNIA foi pensado de forma personalizada para a realidade da região, unindo ciência e mercado.




“Queremos fomentar a interação com interesse negocial e identificar oportunidades de parcerias capazes de impulsionar o desenvolvimento e/ou a aplicação de soluções tecnológicas”, destacou.
O diretor de Bionegócios do CBA, Carlos Carvalho, também ressaltou a importância da iniciativa.
“O CBA tem o compromisso de ser um espaço de conexão entre ciência, mercado e sociedade. Sediar o INOVAR AMAZÔNIA reforça o nosso papel de impulsionar a consolidação da bioeconomia na região, reunindo o ecossistema de inovação em torno de soluções que valorizam a biodiversidade amazônica. Esse ambiente de diálogo e cooperação é fundamental para transformar potencial em negócios sustentáveis de impacto”, afirmou.


