Banco Mundial destaca CBA como referência em bioeconomia na Amazônia durante visita técnica

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O Centro de Bionegócios da Amazônia (CBA) recebeu, neste sábado, 8 de novembro, a visita de Axel van Trotsenburg, diretor-gerente de Operações (COO) do Banco Mundial – considerado o número 2 da instituição. A agenda, que integrou a programação da delegação do Banco Mundial à região Norte, ocorreu após a participação do executivo na Cúpula de Líderes da COP30, em Belém (PA).

A visita, que teve duração de quase três horas, também contou com a presença de Cécile Fruman, diretora do Banco Mundial para o Brasil. Axel e Cécile foram recebidos pela diretoria do CBA e puderam conhecer de perto os projetos que vêm sendo desenvolvidos para fortalecer cadeias produtivas da Amazônia com alto potencial de gerar Bionegócios sustentáveis.

Um dos projetos apresentados foi o da fibra do curauá, uma alternativa renovável para a indústria de plásticos, considerada uma das inovações mais promissoras do CBA. Outro destaque foi a estruturação da cadeia produtiva do pirarucu, que integra pesquisa científica, tecnologia e saberes tradicionais para ampliar a geração de renda de comunidades amazônicas.

A comitiva do Banco Mundial também visitou o Espaço CBA de Inovação, ambiente colaborativo que hoje abriga 15 startups e importantes instituições, como o INPI e a Fundação Getulio Vargas (FGV), impulsionando pesquisas, conexões estratégicas e novos modelos de negócios a partir da biodiversidade amazônica.

Na ocasião, uma equipe do Banco do Brasil apresentou ao Banco Mundial o Hub de Bioeconomia Financeiro do banco, que já atua em regiões como Manaus (AM), Ilhéus (BA) e Belém (PA). A iniciativa já beneficiou mais de 64 mil pessoas e conta com uma carteira atual de R$ 2 bilhões destinada ao financiamento de cadeias produtivas prioritárias, como cacau, castanha, pimenta, açaí, café, pescado entre outras.

“Vim aqui para aprender. O que vi no CBA foi inspirador. É o tipo de parceria que fortalece o desenvolvimento sustentável, conectando setor público, privado, ciência e as populações da floresta. Esse tipo de trabalho mostra que a Amazônia pode ser protagonista global em soluções baseadas na biodiversidade”, destacou Axel.

Para o diretor-geral do CBA, Marcio Miranda, a visita reforça o papel estratégico da instituição na construção de uma economia de floresta em pé.

“A presença do Banco Mundial aqui no CBA demonstra que o mundo está olhando para a Amazônia com interesse real em soluções concretas de desenvolvimento sustentável. Estamos conectando ciência, tecnologia, parcerias e comunidades para transformar a biodiversidade em oportunidades de negócios e qualidade de vida para quem vive na floresta”, afirmou Miranda.

Texto: Tereza Teofilo / CBA

Fotos: Robervaldo Rocha / CBA

Informações para a imprensa: TMMT Informação e Assessoria – 92-99122-2302

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