Parceria entre MDIC, IEL, CBA e Ação Pró-Amazônia prevê a execução de 400 projetos de inovação aplicada, inserção de pesquisadores em empresas e fortalecimento das cadeias produtivas amazônicas nos próximos cinco anos
O Centro de Bionegócios da Amazônia (CBA) passa a integrar uma das principais iniciativas nacionais voltadas ao fortalecimento da bioeconomia e da nova política industrial brasileira. O Instituto Euvaldo Lodi (IEL), o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o CBA e a Ação Pró-Amazônia formalizaram o Programa Inova Bioindústria Amazônica, iniciativa que pretende transformar o potencial da biodiversidade amazônica em novos produtos, processos, tecnologias e negócios sustentáveis.
A assinatura do Acordo de Cooperação Técnica ocorreu no último dia 22 de junho, durante reunião da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília, com a participação do presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (FIEAM), Antonio Silva.

Com vigência de cinco anos, o programa atuará em toda a Amazônia Legal e está alinhado ao Plano Nacional de Bioeconomia e à Missão 5 da Nova Indústria Brasil. A iniciativa busca aproximar empresas, cooperativas, associações, startups, instituições de pesquisa e pesquisadores para acelerar a inovação aplicada, fortalecer a competitividade da bioindústria e ampliar a geração de valor a partir da biodiversidade amazônica.
Entre as metas estabelecidas para os próximos cinco anos estão a execução de 400 projetos de inovação aplicada, a inserção de 450 pesquisadores em empresas, associações e cooperativas, o atendimento de pelo menos 250 organizaçõesda região e a qualificação de cerca de 400 empresas, associações e cooperativas em inovação, gestão, sustentabilidade e processos produtivos. O programa também prevê a geração de indicadores para acompanhar os impactos em produtividade, desenvolvimento tecnológico e competitividade das organizações participantes.
CBA assume papel estratégico na governança do programa
Além de integrar a governança da iniciativa, o CBA exercerá funções estratégicas para sua implementação. Pelo acordo, a instituição será responsável por apoiar o mapeamento das cadeias bioindustriais prioritárias, participar da seleção das empresas beneficiadas, articular parcerias institucionais, mobilizar recursos públicos e privados e promover a divulgação dos resultados do programa.
Outro diferencial é que o CBA, por meio da Fundação Universitas de Estudos Amazônicos (FUEA), será responsável pela estruturação e gestão administrativa dos recursos financeiros destinados ao programa, garantindo mecanismos de transparência, rastreabilidade e prestação de contas, além de operacionalizar os repasses necessários para a execução das ações previstas.

Para o diretor-geral do CBA, Márcio Miranda, o programa representa um novo momento para a bioeconomia amazônica, aproximando definitivamente a produção científica das demandas do setor produtivo.
“O Programa Inova Bioindústria Amazônica fortalece o papel do CBA como articulador da inovação na região e cria um ambiente favorável para que o conhecimento científico seja transformado em soluções tecnológicas, novos produtos e bionegócios. Estamos conectando pesquisadores, empresas e instituições em uma estratégia nacional capaz de agregar valor à biodiversidade amazônica, ampliar a competitividade das cadeias produtivas e gerar desenvolvimento sustentável para toda a região.”
Dois eixos para transformar ciência em desenvolvimento
O programa será desenvolvido em dois grandes eixos de atuação.
O primeiro, Inova Amazônia – Conectando Talentos à Bioindústria, prevê a inserção de pesquisadores — especialistas, mestres e doutores — em empresas, cooperativas e associações para desenvolver soluções inovadoras voltadas aos desafios da bioindústria amazônica.
Já o segundo eixo, Valor Amazônico – Desenvolvimento Sustentável das Cadeias Regionais, será dedicado à qualificação de fornecedores locais, preparando empresas amazônicas para atender às demandas de mercados nacionais e internacionais, aumentando sua competitividade e agregando valor às cadeias produtivas.
O programa também prevê a mobilização de empresas âncora, universidades, instituições de ciência e tecnologia, bancos de fomento e demais parceiros estratégicos para ampliar sua escala de atuação em toda a Amazônia Legal.
Mais inovação para gerar bionegócios
O diagnóstico que fundamenta o acordo aponta que um dos principais desafios da bioindústria amazônica é a escassez de profissionais qualificados e a dificuldade das empresas em incorporar inovação aos seus processos produtivos. Ao promover a inserção de pesquisadores nas organizações e fortalecer fornecedores locais, o Programa Inova Bioindústria Amazônica busca ampliar a agregação de valor aos ativos da biodiversidade, estimular a industrialização sustentável da região e impulsionar a criação de novos bionegócios.
Com a participação no programa, o CBA reforça sua posição como instituição estratégica para a implementação das políticas públicas de bioeconomia e inovação no país, consolidando sua atuação como elo entre governo, academia, setor produtivo e ecossistema de inovação para promover o desenvolvimento sustentável da Amazônia.
Informações: Tereza Teofilo / CBA
Fotos: Augusto Coelho / CNI


