O Centro de Bionegócios da Amazônia (CBA) completa dois anos como entidade jurídica independente, celebrando um período de reestruturação institucional que consolidou um novo modelo de gestão e ampliou o protagonismo do Centro no fortalecimento da bioeconomia na região amazônica. Agora vinculado diretamente ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e sob gestão da Fundação Universitas de Estudos Amazônicos (FUEA), o CBA vem reforçando sua missão de transformar a biodiversidade da floresta em vetor estratégico para o desenvolvimento sustentável.
Nesses dois anos, reposicionamos o CBA como um espaço de conexão entre ciência, inovação e desenvolvimento sustentável. Deixamos de ser apenas um centro de pesquisa e nos tornamos um agente ativo na estruturação de cadeias produtivas e na geração de bionegócios na Amazônia. A nova governança, a abertura para startups e as parcerias estratégicas que estabelecemos mostram que é possível fazer da biodiversidade um motor de desenvolvimento com inclusão e responsabilidade”, destaca o diretor-geral do CBA, Márcio Miranda.
Com atuação voltada à valorização das cadeias produtivas regionais e à articulação entre ciência, mercado e comunidades tradicionais, o CBA avançou significativamente na integração com o ecossistema de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I). Parcerias estratégicas com instituições públicas e privadas permitiram não apenas a ampliação da infraestrutura de pesquisa, como também o estímulo à capacitação técnica de seus quadros e à produção de soluções tecnológicas com potencial de mercado. O resultado é um ambiente mais aberto, inovador e colaborativo, onde a ciência aplicada e os saberes tradicionais caminham juntos.
Um dos marcos dessa nova fase é o fortalecimento do programa CBA OPEN, criado como estratégia institucional para abrir as portas do Centro a startups, empresas e pesquisadores com atuação em bionegócios. Com a inauguração do Espaço CBA de Inovação e o lançamento de editais voltados à hospedagem de empresas de base tecnológica, o programa consolidou-se como um importante instrumento de conexão entre inovação, empreendedorismo e sustentabilidade. Novas modalidades de ingresso — voltadas a empresas não residentes — estão em fase de estruturação, o que permitirá ampliar ainda mais o alcance do programa.
Os avanços se refletem em conquistas concretas. Projetos do CBA foram contemplados com recursos de fomento da FINEP e da ABDI para implantação de hubs de inovação, plataformas digitais e estruturação de cadeias produtivas regionais. Também houve um salto na capacitação técnica e gerencial dos pesquisadores, ampliando a competitividade em editais e fortalecendo a cultura da inovação aplicada. O número de patentes depositadas também cresceu, resultado direto de pesquisas voltadas ao aproveitamento sustentável dos bioativos da floresta. Além disso, cadeias produtivas como a do curauá, castanha-do-Brasil, pirarucu, óleos e manteigas vegetais vêm sendo fortalecidas com base na valorização do conhecimento tradicional e na agregação de valor aos produtos da floresta.
No plano institucional, o CBA passou por uma reestruturação de seus núcleos técnicos e instituiu um novo Conselho Consultivo Técnico-Científico, promovendo maior integração entre diferentes áreas do conhecimento e alinhamento com os desafios da bioeconomia moderna.
Para os próximos anos, o CBA projeta novos desafios. Um deles é a implantação da Escola de Bionegócios, iniciativa que busca suprir uma das principais lacunas da região: a formação de profissionais capacitados para atuar em cadeias produtivas sustentáveis e inovadoras. Outro projeto em andamento é a criação de um Escritório de Projetos, com ferramentas de análise e uso de inteligência artificial, voltado à coleta e tratamento de dados para subsidiar decisões estratégicas em projetos de bioeconomia. Além disso, o Centro pretende aprofundar a conexão com as cadeias produtivas da floresta, ampliando seu impacto social, econômico e ambiental, especialmente entre comunidades tradicionais e povos originários.


