CBA deposita patente de biolubrificante ecológico com potencial para a indústria alimentícia e outros setores estratégicos

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O Centro de Bionegócios da Amazônia (CBA) acaba de realizar o depósito de patente de um biolubrificante ecológico inovador, desenvolvido a partir de óleo de palma modificado quimicamente, com adição de nanopartículas de cobre e nanotubos de carbono. A tecnologia é resultado de pesquisas conduzidas no Núcleo de Materiais e Energia do CBA e representa um avanço significativo rumo à substituição de lubrificantes minerais, tradicionalmente usados em processos industriais e altamente poluentes.

O novo biolubrificante apresenta alto desempenho técnico, sendo capaz de reduzir o atrito e o desgaste de peças em mais de 89%, além de utilizar matérias-primas renováveis da Amazônia. Seu potencial de aplicação se estende a setores estratégicos, como a indústria alimentícia, onde a substituição de óleos minerais por substâncias seguras e não contaminantes é uma demanda crescente.

“Essa conquista reafirma o compromisso do CBA com a bioeconomia e com a geração de soluções que combinam ciência, sustentabilidade e inovação. É um passo importante para demonstrar que é possível agregar valor à biodiversidade amazônica com tecnologia de ponta e responsabilidade ambiental”, destaca o pesquisador Flávio Freitas, gerente do Núcleo de Materiais e Energia do CBA.

O desenvolvimento contou com a colaboração essencial dos professores Eng. Mec. Marcos Dantas e José Costa de Macêdo Neto, da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), que atuaram em parceria com a equipe técnica do Centro em todas as etapas de pesquisa e validação.

Com o depósito dessa patente, o CBA amplia seu portfólio de tecnologias inovadoras voltadas à indústria sustentável e reforça sua posição como um dos principais polos de ciência e inovação da bioeconomia amazônica.

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